É por causa dela que temos uma história

ParabénsPor Phelipe Marques Reis

Sim. Se há exatos noventa anos não tivesse nascido no Paraná do Espírito Santo a nossa querida Camé, nós não teríamos uma história para contar, boas lembranças para guardar e essa festa para celebrar.

Maria do Carmo Rodrigues Reis, a terceira de seis filhos, casou pela primeira vez aos 23 anos com Adelson. Com ele viveu por doze anos e teve seis filhos: Dilce, Ana Maria, Denise, Adelson, Ângela e Aderaldo. Após a morte do Dedé, casou com Ernesto, com quem viveu 37 anos e teve dois filhos: Carmem e Manuel. Quem conhece um pouco da história dela, sabe o quanto ela trabalhou duro para criar os filhos. Trabalhou em casa de família e lavou muita roupa no “Ropoca”. Todo seu esforço não foi à toa. Formou uma família bonita, unida e grande. São 8 filhos, 25 netos, 40 bisnetos e 3 tataranetos.

Ela é assim, sinônimo de animação, alegria, festa e vida. Com ela não tem tempo ruim. Não tem idade nem doença que deixe ela pra baixo. Ela é uma baixinha muito guerreira. Diante dos problemas e das tristes surpresas da vida – como a perda de um dos filhos, o Marduk –, ela permanece tesa.

Há muita coisa boa para falar desses 90 anos de vida. Mas além de lembrar tudo o que a Camé representa para nós, é um momento de refletir. Pense comigo. Ela nasceu entre duas datas simbólicas muito significativas: o Natal e a virada de ano. Portanto, hoje, quando comemoramos o nascimento dela, precisamos olhar para trás, para o passado, para a nossa história. E, depois de olhar para o passado, precisamos também olhar para o futuro, para o novo que virá. Esse processo de regressão e progressão que precisamos fazer nos permite pensar na antítese da humanidade, que conjuga infância e velhice, nascimento e morte.

Celebrar a vida é lembrar que ela só vale a pena quando podemos olhar para o passado e contar a nossa história. Portanto, não podemos jamais esquecer ou desprezar a raiz da nossa história e das nossas lembranças, a Camé. É por causa dela que podemos saber que a vida, mesmo dura e difícil, também pode ser vivida em família com alegria, esperança e fé em Deus.

Vó Camé, obrigado por sua garra em criar seus filhos e construir sua família. Obrigado por seu colo e sua rede que embalou tantos netos, bisnetos e tataranetos. Obrigado por sua irreverência que nos faz sorrir tantas vezes. Obrigado pelas conversas no fim da tarde. Obrigado por sua vida, por sua história. A senhora não poderia nos legar outra herança mais preciosa. Parabéns!

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