Morango e “iorgute” ou tapioquinha com café?

De manhã, ela abre a geladeira e pede: “Dá, dá…”. Eu pego a caixinha e retiro a embalagem; lavo e corto em pedaços aqueles morangos vermelhinhos. Ela come um e pede o segundo. Dois, três, quatro… devora quantos tiver. “Morango é fruta de rico”, lembro que era assim que eu pensava, quando eu era curumim.…

Teve choque cultural sim!

Estamos em nosso décimo sétimo dia na Vila do Torto, no Delta do Parnaíba. Já levamos muitas picadas de carapanã, tomamos banho no rio, comemos ostra, caranguejo, peixe, siri, andamos no quadriciclo e descobrimos que não estamos no Piauí. Isso mesmo! A vila do Torto fica no território do Maranhão e não do Piauí. Mas isso…

Um estágio no reduto dos carapanãs

Pra chegar aqui foram cinco paradas: Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal, Fortaleza de novo e Parnaíba. Pegamos ônibus, avião, ônibus de novo e barco. Aí finalmente chegamos na Vila do Torto, na Ilha das Canárias, que fica na região do Delta do Parnaíba, entre os estados do Piauí e Maranhão. Como é a comunidade? Imagine…

Sobre saudade, encontro e amigos

Hoje, Edgar Morin me falou que precisamos de comunidade. Zigmund Bauman explicou que nela mora a realização. Pedro Valença cantou sobre a saudade. Então eu rascunhei as palavras abaixo sobre saudade, encontro e amigos:

É por causa dela que temos uma história

Vó Camé, obrigado por sua garra em criar seus filhos e construir sua família. Obrigado por seu colo e sua rede que embalou tantos netos, bisnetos e tataranetos. Obrigado por sua irreverência que nos faz sorrir tantas vezes. Obrigado pelas conversas no fim da tarde. Obrigado por sua vida, por sua história. A senhora não poderia nos legar outra herança mais preciosa. Parabéns!

Banho no tanque, jambo e mijacão: memórias de um curumim

Vale a pena sentar com eles no fim da tarde em frente à casa para ver o movimento da rua e ouvi-los contar suas histórias, mesmo que seja a história repetida da última visita. Afinal, eles têm uma vida toda, cheia de histórias e experiências para que se perca no tempo. É preciso olhar para eles, dá ouvidos a eles, aprender com eles como viver a vida de forma que se possa deixar aos outros, pelo menos, boas lembranças.